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Atuando de forma positiva
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[RJNE] Plano Nacional de Juvnetude

Especial - 14/1/2005 15h59
Plano define metas para atender demandas da juventude
A Câmara está analisando a criação do Plano Nacional de Juventude (PL
4530/04), que beneficiará os brasileiros de 15 a 29 anos. Segundo o
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2002 o País
tinha 48 milhões de jovens nessa faixa etária. Esses números colocam o
Brasil entre as nações mais jovens do planeta.
No relatório de 2003 do Fundo de População da Organização das Nações
Unidas (ONU), o Brasil aparece como o quinto país do mundo com maior
percentual de jovens em sua população. São, ao todo, 51 milhões de
brasileiros entre 10 e 24 anos, o equivalente a 30% da população.
O Plano Nacional de Juventude foi elaborado pela Comissão Especial da
Juventude, que, para desenvolver a proposta, realizou várias
audiências públicas, fez viagens ao exterior para conhecer programas
semelhantes de outros países e promoveu encontros regionais em todo o
Brasil.

Metas
A proposta, que terá vigência de dez anos, define as metas que deverão
ser cumpridas pela União, em parceria com estados, municípios e
organizações juvenis. As principais são:
- erradicar o analfabetismo da população juvenil em cinco anos
- universalizar o ensino médio (antigo 2º grau), público e gratuito
- oferecer bolsas de estudo e financiamento a jovens carentes para o
ingresso na faculdade
- incentivar o empreendedorismo juvenil
- aumentar a cobertura do Programa Primeiro Emprego, do Governo Federal
- promover atividades preventivas na área de Saúde
- criar áreas de lazer e estimular o esporte
- incentivar projetos culturais produzidos por jovens
- garantir a inclusão digital, com a instalação de computadores nas
escolas e nas universidades

O Plano Nacional de Juventude será analisado por outra comissão,
criada especificamente para esse fim. Depois, será votado no Plenário
da Câmara.

Estatuto da Juventude
Os jovens brasileiros são tema ainda do Projeto de Lei 4529/04, que
cria o Estatuto da Juventude. Essa proposta também é de autoria da
Comissão Especial da Juventude e, além de regulamentar direitos dos
jovens, define as obrigações da família, da sociedade e dos governos
para garantir esses direitos.

Confira as soluções propostas pelo Plano Nacional da Juventude para os
problemas das seguintes áreas:
Educação
Trabalho
Saúde
Esporte
Cultura
Cidadania
Tecnologia
http://www2.camara.gov.br/internet/agenciacamara/chamadaExterna.html?link=http://www3.camara.gov.br/internet/agencia/materias.asp?pk=63141


Quando descobrimos as respostas, mudaram as perguntas.(Pixação no muro
de Quito-Equador)









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Luana Cavalcanti

March 29, 2005 | 6:39 PM Comments  0 comments

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[Atuando*Acting] O capital Esquecido, um artigo sobre a educação no Brasil

"O Brasil não dá prioridade à educação"
Cristovão Buarque

"O Brasil não tem a educação de seu povo como um valor cultural"
Cristovão Buarque

O texto abaixo , reflete a atuação atual do país, a educação nunca foi
prioridade.

Ultimamente, o Brasil tem discutido mais a falta de contêineres para
facilitar as exportações do que a falta de escolas para a formação de
nossa população. Quando não são contêineres, são estradas,
hidrelétricas, portos e aeroportos. Chega-se até a falar em escolas
técnicas e universidades, mas raramente. Quase nunca na história de
nosso País a educação básica é vista com o cuidado de que o Brasil
precisa.

A primeira razão que nos faz deixar de lado a preocupação com a
educação é que o Brasil, um país que nasceu da exportação e cresceu
pela economia, não tem a educação de seu povo como um valor cultural.
Diferentemente de outros povos, que consideram a educação como um
valor em si, no Brasil a educação é apenas um meio, seja para aumentar
o salário, seja para criar produtividade, mas nunca porque ser educado
é uma riqueza em si. No Brasil, a educação é meio para a economia, da
mesma forma como os contêineres são meio para a exportação.

Fica mais irritado quando percebe que arranharam a pintura de seu
carro do que ao saber que seu filho está sem aula porque o professor
está em greve. Essa é uma questão cultural. O Brasil não dá prioridade
à educação. Ela não está entre nossos valores centrais, nossos gostos
maiores, como o crescimento econômico, o campeonato de futebol, a
praia, o carnaval, as corridas de automóveis e os esportes em geral.

A segunda razão é política. O Brasil é governado por uma elite que
despreza o seu povo, tanto ou mais hoje em dia do que no tempo do
Império. Somos um país dividido entre uma elite rica e uma plebe
excluída, da mesma forma como antes éramos divididos entre índios e
cristãos, escravos e senhores. A República foi proclamada 115 anos
atrás, mas ainda não foi implantada. Por desprezar o povo, a elite
relega a educação das crianças desse povo. Quando precisou de escola
para seus filhos, essa elite fez boas escolas públicas para poucos;
eram boas, mas para poucos. Quando foi preciso ampliar o número de
alunos, pela pressão natural do processo histórico, os governos das
elites abandonaram a escola pública aos municípios e estados, levaram
seus filhos para as escolas particulares e passaram a financiá-las com
recursos públicos, sob a forma de isenções e subsídios.

Como a universidade era muito cara e necessária para a economia, ela
continuou pública e foi federalizada, financiada com fartos recursos
para os poucos alunos, deixando para a escola primária e secundária
dos pobres os parcos recursos dos estados e municípios. Quando foi
preciso formar mão-de-obra técnica média, a União também abraçou a
criação e disseminação de escolas técnicas. Mas a educação básica
continuou relegada. A minoria aristocrata resolveu o problema da
educação de seus filhos e deixou de lado a educação pública.

Uma terceira causa do abandono da educação básica está na falta de
recursos públicos. Quando o Brasil tinha condições de financiar seus
investimentos públicos, emitindo, endividando-se, aumentando impostos,
preferiu, coerente com sua opção pela economia, investir na construção
de uma infra-estrutura econômica. Defendia-se essa preferência pela
economia, em detrimento dos investimentos sociais, com o argumento de
que a economia pagaria os empréstimos, geraria emprego, pagaria
impostos suficientes para se investir em educação em uma etapa
posterior.

O que se vê é que o investimento não teve retorno. No lugar da
prometida produtividade que pagaria os empréstimos, a economia
continua demandando recursos para pagar as dívidas contraídas para
aumentar sua própria dinâmica. Depois de cinqüenta anos pedindo
emprestado para fazer sua infra-estrutura econômica, o Brasil chega ao
século XXI com suas estradas esburacadas, sua energia ameaçada de
apagão, os portos insuficientes, e uma dívida que não diminui mesmo
submetendo a economia a um superávit de quase 5% de toda a renda
nacional.

A educação, que foi relegada ao segundo plano para se pudesse investir
na economia, agora tem que esperar para cobrir o pagamento da dívida
da economia e a recuperação da infra-estrutura. A quarta causa do
abandono da educação básica está na ideologia da própria educação,
contaminada pelo corporativismo que domina a cultura política
brasileira. O Brasil se fez República, mas ainda não se fez nação.
Cada grupo olha para si como se fosse a totalidade do país, esquecendo
que é apenas parte de um todo chamado Brasil. Os professores e demais
profissionais da educação não são exceção. Olham primeiro para si,
depois para a escola, depois para os alunos, e nem ao menos olham para
aquelas crianças que sequer conseguem se tornar alunos, aquelas que
ficam fora da escola durante toda a vida.

Muitos dos nossos professores da rede púbica, abandonados pelo setor
público - que, além de desprezar a educação, despreza também o povo -
já desistiram da pedagogia, exercem um ofício sem compromisso. Em
grande parte, os teóricos da educação, os pedagogos que formulam
nossas políticas, foram atraídos pela universidade, mais do que pela
escola. Estão mais interessados em seus mestrados e doutorados, suas
carreiras acadêmicas e prestígios profissionais, do que nos alunos, e
ainda menos nas crianças não alunas.

O resultado dessa combinação fatídica de quatro vetores da perversão
educacional é que põe o Brasil entre as nações com pior desempenho na
educação de suas crianças. Se estamos entre as piores no conjunto das
nações, somos sem dúvida a pior de todas entre as nações que têm a
nossa renda per capita, o nosso potencial econômico, a nossa massa
crítica de profissionais.

Nenhum país do mundo tem ao mesmo tempo tantos universitários, gasta
tanto com universidade, e tem tantas crianças fora da escola, tão
poucas concluindo o ensino médio e um ensino com tão má qualidade.
Somos o pior país entre aqueles que têm nossa renda.

E isso poderia ser diferente. Temos todos os recursos para mudar essa
realidade. Bastaria agir sobre duas direções.
Primeiro, o Brasil precisa criar uma mania por educação. Mudar a
cultura para entender que o futuro de cada país, inclusive de suas
economias, está na educação. Até 1970, países como Irlanda, Grécia,
Portugal, Espanha, Coréia, Malásia, eram iguais ou mesmo menos
promissores do que o Brasil. Passados mais de trinta anos, todos deram
um significativo salto nas suas economias. E o que há de comum entre
eles é o investimento na educação de suas populações, especialmente as
crianças e os jovens.

Segundo, entender que a escola é sobretudo o professor e valorizá-lo,
exigindo dele dedicação e formação. Criar uma massa de professores que
tenham coração, cabeça e bolso satisfeitos. Cabeça bem formada,
coração bem motivado e bolso bem remunerado. O caminho disso é a
federalização da educação básica no Brasil. Se queremos uma boa escola
para o Brasil, e que toda criança tenha o mesmo direito à educação, é
preciso que não haja desigualdade na sua formação, pelo fato de ter
nascido em uma cidade rica ou em uma cidade pobre. A federalização da
educação básica faria com ela o que foi feito com as universidades,
ainda que de maneira descentralizada.

O governo federal garantiria uma remuneração básica, um piso salarial
a cada professor, mesmo que municipal ou estadual, suficiente para
manter e atrair para o magistério os melhores e mais preparados
quadros de nossa juventude. Para entrar nesse quadro de remuneração
federal, entretanto, seria preciso que o professor estudasse e
recebesse um certificado federal por ter sido aprovado em um concurso
que mostraria sua formação e sua dedicação.

Um programa como esse, para dobrar o salário do professor brasileiro,
elevando sua formação e dedicação e complementando sua atividade com
os mais modernos equipamentos da atualidade em edificações dignas,
custaria muito menos do que o Brasil tem condições de pagar, mesmo em
tempo de endividamento. Isso não é feito por causa da visão arrogante
da elite que despreza o povo. Mas temos hoje um governo comprometido
com o povo, liderado por um presidente que vem desse povo. O que nos
têm faltado, nestes quase dois anos de governo Lula, é ver a educação
do povo como um capital.

Nosso governo, mesmo quando olha o Brasil pelo lado do povo, e não
mais da elite, continua vendo educação como um serviço obrigatório, ou
mesmo uma assistência, sem atribuir a ela o devido valor de vetor da
evolução do País. A educação ainda não é vista como o maior capital
que um país pode ter: seu povo educado.

Este é o maior de nossos desafios, daqueles que se preocupam com
educação: convencer o governo Lula de que educação é capital. Se não
fizermos isso, nosso governo vai continuar falando mais em economia,
em tarifas comerciais, em contêineres, estradas e hidreléticas, do que
em professor, escola e criança.

* Cristovam Buarque é senador do DF, pelo PT



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Posted by Luana to Atuando*Acting at 3/26/2005 01:59:19 PM

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Luana Cavalcanti

March 26, 2005 | 8:55 PM Comments  0 comments

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Online Volunteers Needed


International, 24 Feb 2005--Global Hand is seeking online volunteers to assist their disaster response efforts. Volunteers will be asked to undertake research in the following areas: Organizations receiving goods, agencies requesting goods, humanitarian aid-related news stories, freight companies, etc.
An initiative of Crossroads International, Global Hand facilitates the movement of goods from developed countries to poor countries for humanitarian purposes. It is also

March 23, 2005 | 11:10 PM Comments  0 comments

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